O Banheiro Público Feminino, assinado pela arquiteta Carla Dichy para a Casa Cor 2010, que acontece de 25 de maio a 13 de julho, no Jockey Club de São Paulo, foi totalmente criado com materiais ecologicamente corretos, promovendo a sustentabilidade a partir do reaproveitamento de materiais e do uso consciente de energia e água.

“Busquei desenvolver um projeto que estimulasse atitudes sustentáveis, porém de uma forma harmônica e aconchegante. O banheiro, principalmente o feminino, não é um lugar dedicado só à higiene pessoal.
É um local onde as visitantes relaxam e desfrutam de momentos para si próprias e para conversas mais reservadas umas com as outras”, afirma Carla Dichy, que tem propriedade para falar sobre o assunto – a arquiteta tem formação em Conforto Ambiental e Conservação de Energia pela Universidade de São Paulo (USP).

O corredor de entrada divide o banheiro em duas alas: uma reservada para os pontos de vaso, inclusive para o uso de portadores de necessidades especiais, e a outra para bancada com pias e banco.

O reaproveitamento dos pontos elétricos e hidráulicos já existentes foi uma maneira de evitar o desperdício e endossar o conceito de sustentabilidade. “A fim de contemplar as necessidades do projeto, a única alteração foi um pequeno deslocamento dos pontos da pia para a instalação de duas cubas e a adequação do projeto às normas de acessibilidade.”, explica. As divisórias existentes também foram reaproveitadas e recuperadas.

No lado oposto, uma parede recuada decorativa revestida com retalhos de jeans, que seriam descartados pelas confecções, confere uma atmosfera jovem e emprega o conceito de sustentabilidade de uma forma criativa – a reutilização de materiais de forma a dar novo uso aos mesmos.

A iluminação geral do ambiente foi concebida em sancas de leds, que apresentam alta eficiência e um baixíssimo consumo energético, o equivalente a 80% a menos do que o de lâmpadas convencionais. Somente as peças decorativas utilizam lâmpadas comuns, no entanto econômicas.

Piso, bancada e banco lateral são em Quarella, fabricado a partir de um sistema de reaproveitamento dos resíduos de corte e de restos de materiais e por uma empresa que extrai a matéria-prima de forma consciente.

As louças (cubas de apoio L1035) e os metais (torneiras de parede embutida com sensor DECALUX) da Deca são peças que se baseiam na questão de consumo

energético. As torneiras embutidas funcionam através de sensores e consomem aproximadamente 70% a menos de água em relação às torneiras comuns.

Válvulas que restringem a quantidade de água a seis litros e impedem o acionamento consecutivo da descarga (Hydra Eco) foram especificadas para os vasos sanitários dos modelos Duna e Vogue Plus Comfort, ambos da Deca.

“Para um projeto com atitudes sustentáveis não é necessário radicalizar e abrir mão de tudo, mas sim buscar o melhor ponto de equilíbrio entre estética e sustentabilidade. É importante ter claro que é possível ter um projeto focado em sustentabilidade sem abrir mão de peças sofisticadas”, pondera a arquiteta.

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